Conheça a delegação brasileira – Meet the Brazilian Delegation
Posted on 01. Oct, 2009 by Juliana Russar in Brazil

- Embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado
Seis diplomatas, cinco especialistas do Ministério de Ciência e Tecnologia e três especialistas do Ministério do Meio Ambiente compõem a delegação brasileira nessa rodada de negociações sobre mudanças climáticas, em Bangkok, Tailândia, que está discutindo ações que os países vão tomar a médio (2020) e longo prazo (2050) para diminuir suas emissões de gases de efeito estufa.
Existem dois debates principais acontecendo: que meta de redução de emissões os países desenvolvidos que fazem parte do Protocolo de Quioto vão assumir depois que o primeiro período de compromisso do Protocolo acabar, o que acontece em 2012 (ou seja, de maneira alguma o Protocolo vai acabar, como se ouve em alguns lugares, mas sim o primeiro período de compromisso). Essa discussão não inclui os Estados Unidos, porque esse país não ratificou o Protocolo e nem os países em desenvolvimento, como China, Índia e Brasil. Dessa forma, há outro grupo de trabalho para discutir as ações para os países que não tem metas de redução definidas pelo Protocolo.
O prédio da ONU é grande, cada andar é diferente do outro, muitos corredores e muitas salas com temas diferentes sendo negociados, por isso que só ontem tive a sorte de ver o chefe da delegação brasileira, o Embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, andando sozinho no segundo andar, algo raro de ser ver, já que ele é uma pessoa-chave das negociações e, por isso, ocupadíssimo. Atualmente, ele preside o grupo que discute a quantia e como os países desenvolvidos vão financiar e transferir recursos para que os outros países possam implementar ações de adaptação e mitigação. Além disso, é vice-presidente do grupo de trabalho já mencionado acima para decidir as ações que os EUA e os países que não fazem parte do Anexo 1 (desenvolvidos) vão executar para lidar com as mudanças climáticas.
Ele falou que o Brasil está especialmente interessado e empenhado nas negociações sobre as ações de mitigação que os países em desenvolvimento e os EUA vão se comprometer a adotar a médio e longo prazo, nos debates sobre a redução de emissões de desmatamento e degradação florestal, na discussão sobre finanças e nas negociações sobre as metas de redução de emissão que os países desenvolvidos vão adotar, no âmbito do Protocolo de Quioto. O Japão, quem diria, após a mudança de governo, destaca-se como herói,depois que anunciou o compromisso de reduzir suas emissões em 25% até 2020, baseado nos níveis de 1990.
Seguir os negociadores brasileiros tem sido um desafio para mim, sobretudo porque não se trata de chegar e falar: “Oi, vou te seguir durante essas duas semanas e também em Barcelona e Copenhague, acostume-se com isso”. O governo brasileiro é um dos poucos que permite que qualquer cidadão do país integre sua delegação oficial. Portanto, qualquer brasileiro tem direito ao crachá rosa, que é dado para os negociadores e dá acesso a encontros fechados. Ter esse privilégio e poder falar facilmente com os negociadores brasileiros já é um bom começo porque não são todos as delegações que são tão receptivas.
Para terminar esse post, vou apresentar o restante da delegação brasileira presente em Bangkok:
*Obs: A ideia era colocar a foto dos negociadores, mas a internet não está ajudando muito. Amanhã, tento novamente.
Embaixador Sergio Barbosa Serra – Representante especial para as negociações de mudanças climáticas
André Odenbreit Carvalho – Chefe da Divisão de Política Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Ministério das Relações Exteriores
Claudia Borba Maciel – Ministério das Relações Exteriores
Leandro Waldvogel Giraldelli – Divisão de Política Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Ministério das Relações Exteriores
Ciro Marques Russo – Divisão de Política Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Ministério das Relações Exteriores
José Domingos González Miguez – Ministério de Ciência e Tecnologia
Thelma Krug - Ministério de Ciência e Tecnologia
Newton Paciornik – Ministério de Ciência e Tecnologia
Haroldo de Oliveira Machado Filho – Ministério de Ciência e Tecnologia
Marcelo Theoto Rocha – Ministério de Ciência e Tecnologia
Branca Bastos Americano – Diretora do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente
Andrea Souza Santos – Coordenadora do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente
Thais Linhares Juvenal – Diretora do Serviço Florestal Brasileiro do Ministério do Meio Ambiente
The Adopter - Juliana Russar
Juliana tem 24 anos. Ela mora em São Paulo e eu sempre foi apaixonada por política internacional e desenvolvimento. Não por acaso, ela se formou em Relações Internacionais e fez especialização em Meio Ambiente. Desde 2007, ela tem acompanhado as negociações internacionais sobre mudanças climáticas ... leia mais»
The adopted - Meet Figueiredo and the Brazilian Delegation
Juliana está seguindo Luiz Alberto Figueiredo Machado, diplomata, diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores. Figueiredo lidera uma equipe de negociadores do Ministério das Relações Exteriores, Ministério de Ciência e Tecnologia e Ministério do Meio Ambiente. leia mais»








Ola,
Sou empresario de tecnologia e da SANANDA, rock consciente que leva mensagem atraves da musica TÁ FICANDO QUENTE! Dia 24 apoiaremos o movimento 350 com show no Pq. do Carmo.
Gostaria de mais detalhes como integrar a delegaçao brasileira para Copenhagen.
E apresentar projeto TA FICANDO QUENTE FESTIVAL que buscamos apoio em diversos setores para realizaçao de varios shows de conscientizaçao e açoes em prol do meio ambiente!
Obrigado
Ricardo Panicali
Diretor Executivo
TA FICANDO QUENTE FESTIVAL
http://www.myspace.com/taficandoquente
http://www.sananda.art.br
Oi Juliana,
a partir de agora serei mais um brasileiro a te acompanhar na torcida por soluções para ajudar nosso planeta.
Porém me surgiu uma dúvida: Tenho um amigo ambientalista, que estará indo para a Europa no fim do ano e gostaria de acompanhar a COP-15.
Tu fizeste um comentário sobre a receptividade a cidadãos brasileiros nas discussões. A essa abertura à participação está aberta somente a ti, por estar acompanhando a delegação, ou outras pessoas como esse meu amigo também poderia participar das discussões.
Seria uma chance de proporcionar a mais um jovem em condições de estar tão perto da Conferência de participar ativamente [mesmo que somente ouvindo] de discussões tão importantes.
Aguardo resposta.
Obrigado.
Lucio Flausino Dias Junior
lucio.flausino@gmail.com
Metas?
Emissões = desperdicio.
C Ó 2 do aquecimento global é o mesmo da cerveja, refrigerantes, extintores de incendio, estufas e que funciona em geladeiras residenciais e industrias e que pode substituir os HCFCs (efeito estufa) e o CFCs (buraco na camada de ozonio).
O Óxido Nitroso é o mesmo que aumenta vertiginosamente a potencia de motores na Stock car ou carros tunados, logo, pode ser usado como aditivo, inclusive em GNV e sendo decomposto na reação com aumento de potencia.
No geral, gases disperdiçados fazem seus olhos lacrimegarem ao atravessar o viaduto do cha em sp ou em outros lugares do planeta.
Já, nos pulmoes matam alguns milhares de milhares por ano.
A Petrobras tem 43000 funcionarios e a cadeia de valor para explorar o pré-sal precisa de 200 000 pessoas sadias nos próximos cinco anos.
Não podemos nos dar ao luxo de disperdiçar gases nem de matar gente com esta demanda por profissionais.
A meta é emissões zero em primeiro de janeiro de 1900 e ontem.
Com o excesso de liquidez US$45 tri para os proximos 20 anos podem ser financiados com creditos de carbono, inclusive com juros negativos.
Como sexto maior comprador de titulos dos EUA, podemos condicinar novas compras a ratificação do PK.
Só para começar…